Bahia passa a exigir fisioterapeuta 24 horas em UTIs públicas e privadas
Nova legislação estabelece um profissional para cada 10 leitos e vale para unidades adultas, pediátricas e neonatais em todo o estado.
Foto Reprodução Assembleia Legislativa da Bahia Passa a ser obrigatória, em toda a Bahia, a presença de fisioterapeuta durante as 24 horas do dia em Centros de Terapia Intensiva (CTIs) de hospitais e clínicas públicas e privadas. A medida está prevista na Lei nº 15.115, originada de projeto do deputado Alex da Piatã (PSD), e foi promulgada pela presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Ivana Bastos.
A nova norma determina a presença mínima de um fisioterapeuta para cada 10 leitos de CTI, nos turnos matutino, vespertino e noturno, garantindo assistência contínua aos pacientes internados. A exigência se aplica às unidades de terapia intensiva adulto, pediátrico e neonatal em todo o território baiano.
Na justificativa do projeto, o autor destacou que os CTIs atendem pacientes em estado grave, que demandam monitoramento permanente e cuidados especializados. Segundo o parlamentar, a atuação do fisioterapeuta é fundamental em avaliações clínicas, análise da mecânica respiratória, monitorização do intercâmbio gasoso e acompanhamento neuro-músculo-esquelético.
Alex da Piatã, que preside a Comissão de Saúde da ALBA, ressaltou ainda que a ausência do profissional em momentos críticos pode comprometer a qualidade da assistência. Ele citou estudos que apontam redução do tempo de ventilação mecânica, da permanência no CTI e do período de internação hospitalar com a presença integral do fisioterapeuta, especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito).
Folha do Sisal




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