Tradição de 96 anos, Procissão do Fogaréu reúne milhares e marca a Semana Santa em Serrinha Lide:
Manifestação religiosa reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia reuniu milhares de fiéis em caminhada marcada por oração, cânticos e encenação da Paixão de Cristo
Fotos Reprodução Prefeitura de Serrinha (Facebook) A emoção, a fé e a espiritualidade tomaram conta das ruas de Serrinha na noite da quinta-feira (2), durante a tradicional Procissão do Fogaréu. Milhares de fiéis participaram do cortejo iluminado por velas e tochas, em um percurso marcado por oração, silêncio e reflexão, que culminou em momentos de forte significado religioso e apresentações que emocionaram o público.
A celebração, reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia desde 2019, reuniu uma multidão na maior cidade do Território do Sisal. A caminhada teve início na Catedral e seguiu por cerca de 5 quilômetros até a Colina de Sant’Ana, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações desde 1932.
Antes da procissão, a Missa da Santa Ceia (Lava-Pés) já havia lotado a Catedral, reunindo fiéis em um dos momentos mais importantes da Semana Santa. Ao longo do trajeto, cânticos e velas acesas reforçaram o clima de devoção que tomou conta dos participantes.

Na chegada à Colina da Santa, o público acompanhou a Encenação Teatral da Paixão de Cristo, ponto alto da noite, que trouxe ainda mais emoção e profundidade à celebração. A apresentação reforçou a mensagem central do evento, conectando fé, tradição e cultura em um espetáculo de grande significado.
Segundo a Prefeitura de Serrinha, a Procissão do Fogaréu é uma das manifestações religiosas mais singulares da Bahia, reunindo todos os anos milhares de pessoas e fortalecendo a identidade cultural do município e da região sisaleira.

O prefeito Cyro Novais destacou a importância da tradição: “Seguimos juntos em mais um ano de fé e tradição! Há 96 anos, a Procissão do Fogaréu de Serrinha reúne todos os anos milhares de fiéis na noite da Quinta-feira Santa, em um percurso marcado por oração, cânticos e tochas acesas. Essa manifestação mantém viva uma das expressões mais fortes da nossa identidade religiosa e segue fazendo parte da nossa história”, afirmou.
Folha do Sisal




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