Bahia já gastou quase R$ 150 milhões com internações por acidentes de moto, aponta Sesab
Dados da Secretaria da Saúde revelam aumento contínuo dos custos hospitalares; região que inclui Serrinha lidera despesas no estado
Foto: Jaqueline Ferreira/Acorda Cidade Os acidentes envolvendo motocicletas continuam gerando forte impacto na saúde pública da Bahia. Segundo levantamento da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), as internações provocadas por esse tipo de ocorrência consumiram R$ 148,6 milhões da rede pública baiana em 2025. O valor representa um aumento em relação aos anos anteriores, quando os gastos chegaram a R$ 138 milhões em 2024 e R$ 115,8 milhões em 2023.
De acordo com os dados, a região Centro-Leste, que engloba municípios como Serrinha, Feira de Santana e Itaberaba, lidera os custos hospitalares relacionados aos acidentes de moto. Sozinha, a região registrou R$ 45,7 milhões em despesas, o equivalente a 30,7% de todo o gasto estadual, mesmo concentrando cerca de 15% da população baiana.
A Sesab informou ainda que o custo médio por internação é de R$ 10.664,79, incluindo desde atendimento de urgência até procedimentos cirúrgicos e permanência hospitalar. O tempo médio de internação é de sete dias, podendo chegar a 15 nos casos mais graves, especialmente quando há necessidade de UTI. Os homens representam cerca de 81% dos pacientes internados.

Para a diretora de Gestão de Serviços de Saúde da Sesab, Zaine Lima, os acidentes deixaram de ser apenas um problema de trânsito. “Falar sobre acidentes de trânsito, sobretudo sobre os acidentes de moto, é falar de grandes impactos que o sistema de saúde da Bahia e do Brasil vão sofrer. Esses dados demonstram que esses acidentes deixaram de ser apenas uma questão de mobilidade urbana e passaram a representar um problema de saúde pública, com uma pressão permanente sobre toda a rede hospitalar”, afirmou.
Segundo a gestora, casos com fraturas graves, amputações e lesões complexas são frequentes nas unidades hospitalares do estado. “Eles mobilizam a rede inteira, mobilizam desde o Samu, a regulação, as emergências, os centros cirúrgicos, e vão requerer também várias especialidades”, destacou Zaine. As informações são da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).




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