Banda de Serrinha, Toque Dez lidera contratações do São João da Bahia e deve faturar mais de R$ 12 milhões
Grupo comandado por Milsinho, natural de Serrinha, no Território do Sisal, fará 41 apresentações durante os festejos juninos e mantém liderança pelo terceiro ano consecutivo.
Foto Reprodução Pida A banda Toque Dez, de Serrinha, município do Território do Sisal da Bahia, volta a aparecer no topo da lista de atrações mais contratadas para o São João baiano. Pelo terceiro ano consecutivo, o grupo liderado por Milsinho é o que mais acumula apresentações no período junino, com 41 shows confirmados e faturamento estimado em R$ 12,299 milhões, segundo dados do Painel de Transparência do Ministério Público da Bahia.
Presente entre as atrações registradas desde a criação do painel, a banda viu seu cachê crescer de R$ 60 mil, em 2022, para até R$ 500 mil em 2026. Neste ano, o menor valor contratado foi de R$ 190.880 para uma apresentação em Seabra, no dia 21 de junho. A Toque Dez também aderiu ao acordo firmado com o Ministério Público para redução voluntária dos cachês, sendo apontada como a atração que proporcionou o maior impacto financeiro, com diminuição superior a R$ 5 milhões nos contratos.
De acordo com o empresário Mário Paim, sócio do cantor Pablo, a iniciativa fortaleceu o diálogo entre o setor artístico e os órgãos de fiscalização. “São acordos muito importantes. No entanto, mais importante ainda é o diálogo que se estabeleceu entre o trade dos empresários do setor artístico com o Ministério Público, porque isso vai abrir várias mediações futuras que beneficiarão a sociedade, a todos os envolvidos com os festejos e, sobretudo, o cuidado e a transparência com o dinheiro público”, declarou.
Na sequência do ranking aparecem Netto Brito, com 33 apresentações; Devinho Novaes, que fará 28 shows na Bahia; e Tayrone, com 24 apresentações confirmadas. Os números seguem sendo atualizados pelo Ministério Público da Bahia, que acompanha os contratos firmados pelas prefeituras e defende que reajustes considerados acima dos padrões de mercado sejam reavaliados com base em indicadores econômicos, como o IPCA.
Folha do Sisal




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