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Serrinha,05/07/2026

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Operação prende três advogados em Serrinha por suspeita de intermediar comunicação entre facções criminosas

Ação cumpriu 22 mandados de prisão e investiga esquema que teria permitido a troca de mensagens entre líderes presos e integrantes das organizações em liberdade.

Polícia Civil da Bahia
Operação prende três advogados em Serrinha por suspeita de intermediar comunicação entre facções criminosas Ascom Polícia Civil da Bahia

Três advogados foram presos em Serrinha nas primeiras horas desta sexta-feira (3), durante a Operação Sintonia de Gravata, que apura um suposto esquema de comunicação clandestina entre chefes de facções criminosas custodiados no sistema prisional e integrantes das organizações que permaneciam em liberdade. A ação foi realizada de forma simultânea em diversas cidades da Bahia e integra uma mobilização nacional de combate ao crime organizado.

Ao todo, a Justiça expediu 22 mandados de prisão preventiva. Oito deles tiveram como alvo advogados investigados por suposta participação no esquema, enquanto os outros 14 foram cumpridos contra detentos apontados como lideranças de facções criminosas já presos. Além de Serrinha, a operação foi realizada em Salvador, Feira de Santana, Barreiras, Lauro de Freitas e Camaçari.


Segundo as investigações, os advogados suspeitos teriam utilizado as prerrogativas da profissão para burlar as regras de segurança das unidades prisionais, repassando mensagens, ordens e determinações entre líderes presos e criminosos em liberdade. De acordo com o Ministério Público da Bahia, essa comunicação teria permitido que integrantes das facções continuassem comandando atividades como tráfico de drogas, aquisição de armas, movimentação de recursos financeiros e mediação de conflitos internos, mesmo estando dentro dos presídios.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, notebooks e documentos que passarão por análise para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados, no valor de até R$ 10 milhões, além da indisponibilidade de veículos, imóveis, embarcações e aeronaves.






Coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), a Operação Sintonia de Gravata contou com atuação conjunta do Ministério Público da Bahia, por meio do Gaeco, das Secretarias de Segurança Pública e de Administração Penitenciária, além da Polícia Civil. Mais de 100 agentes participaram da ação.

Folha do Sisal - Informações da Ascom Polícia Civil Bahia




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