Mesmo sem energia, Tribunal do Júri mantém sessão e condena dois réus em Tucano
Julgamento ocorreu no Fórum Professor Raimundo Brito, após fortes chuvas e ventos; réus receberam penas por homicídio e destruição de cadáver.
Fotos Reprodução Clériston Silva Uma sessão do Tribunal do Júri foi concluída com auxílio de lanternas após uma queda de energia provocada por fortes chuvas e ventos em Tucano, no Território do Sisal. A juíza Marina Torres Lima decidiu manter o julgamento no Fórum Professor Raimundo Brito, mesmo com a iluminação reduzida, contando com o apoio do Ministério Público e da Defensoria Pública.
A sessão, realizada na terça-feira (27), julgou Lucilene Jesus de Andrade e Albertino Jesus de Andrade pelo envolvimento na morte de E.J.A., ocorrida em 16 de dezembro de 2018, no povoado Pedra Grande da Tiririca, zona rural do município. Segundo o Ministério Público, a vítima foi atingida por golpes de arma branca e teve o corpo carbonizado. O crime teria sido motivado por uma desavença familiar relacionada à disputa sobre quem conduziria o carro da mãe dos envolvidos.

Fotos Reprodução Clériston Silva
Lucilene foi condenada a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão por homicídio triplamente qualificado. Já Albertino recebeu pena de 1 ano e 2 meses de reclusão, além de 11 dias-multa, pelo crime de destruição de cadáver. Os dois estavam presos preventivamente: ela havia cumprido sete anos nessa condição, enquanto ele estava preso havia cinco anos.
Ao comentar a decisão de dar continuidade à sessão, a juíza afirmou: “Quando as luzes se apagaram, o que nos iluminou foi o compromisso de cada um com a Justiça e a consciência de que, por trás de cada processo, há famílias que esperam uma resposta”. Ao final, acrescentou: “Foi muito gratificante concluir o julgamento de forma satisfatória, com respeito às garantias individuais, mesmo diante de tamanha adversidade”.




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