PF e CGU investigam suspeita de fraude e superfaturamento na compra de livros em Serrinha
Investigação apura possíveis irregularidades em licitação de quase R$ 6 milhões realizada em 2024; Prefeitura e ex-prefeito se manifestaram sobre a operação.
Operação investiga suspeita de fraude e superfaturamento na compra de livros didáticos na Bahia — Foto: Polícia Federal A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quarta-feira (4), a Operação Caro Leitor, que investiga suspeitas de fraude em uma licitação e desvio de recursos públicos destinados à compra de livros didáticos para a rede municipal de ensino de Serrinha. Mandados de busca e apreensão são cumpridos no município, em Salvador, na Bahia, e em Fortaleza e Eusébio, no Ceará. As informações são do g1.
A investigação apura possíveis irregularidades em um pregão eletrônico realizado em 2024, que resultou na contratação da empresa Alfa Livros e Consultoria Ltda. pelo valor de R$ 5.953.359. Segundo a PF e a CGU, foram identificados indícios de direcionamento da licitação, vínculos entre empresas participantes e movimentações financeiras suspeitas. Os órgãos também apontaram possível superfaturamento, após comparar os valores pagos pelos livros com os preços divulgados no site da própria editora. Os recursos utilizados vieram do Fundeb, incluindo verbas de complementação da União.
As buscas têm o objetivo de recolher documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir com a investigação. Os mandados foram cumpridos em endereços de pessoas físicas, empresas e também na Prefeitura de Serrinha. Entre os crimes investigados estão fraude à licitação, desvio de verbas públicas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A PF informou que as apurações continuam para esclarecer a participação dos envolvidos e a destinação dos recursos.
Em nota, a Prefeitura de Serrinha afirmou que os fatos investigados dizem respeito a procedimentos realizados em 2024, antes do início da atual gestão. A administração declarou compromisso com a transparência e a legalidade e disse estar à disposição dos órgãos de investigação para fornecer informações e documentos. Já o ex-prefeito Adriano Lima, que administrava o município naquele período, informou que não foi alvo de mandado de busca e apreensão. Ele também afirmou que ainda não teve acesso aos autos da investigação e manifestou disposição para colaborar com as autoridades.
Nota na íntegra do ex-prefeito Adriano Lima:
O ex-prefeito de Serrinha, Adriano Lima, esclarece que não foi alvo de qualquer mandado de busca e apreensão na operação realizada nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU).
Adriano informa que, até o momento, não teve acesso aos autos da investigação nem a documentos que permitam conhecer os detalhes dos fatos apurados. Reafirma, entretanto, sua confiança no trabalho das instituições e sua inteira disposição para colaborar com as autoridades, sempre que solicitado.
O ex-prefeito reforça que seus oito anos à frente da Prefeitura de Serrinha foram pautados pela transparência, responsabilidade e respeito ao dinheiro público, princípios que sempre orientaram sua trajetória na vida pública.
Por fim, Adriano Lima manifesta seu compromisso com o esclarecimento dos fatos, respeitando o trabalho dos órgãos de investigação e o devido processo legal.
Folha do Sisal




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