Presidente da UPB comemora redução dos cachês e defende teto de gastos no São João da Bahia
Entidade afirma que medida ajudou a reduzir despesas dos municípios e fortalecer a valorização da cultura nordestina
Foto Reprodução O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, comemorou os resultados da implantação do teto de R$ 700 mil para contratação de artistas nos festejos juninos de 2026. Em entrevista ao programa Achei Sudoeste no Ar, ele afirmou que a medida contribuiu para reduzir os custos das prefeituras e combater o que classificou como excesso nos valores cobrados por alguns artistas.
Segundo Cardoso, a iniciativa, apresentada pela UPB ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), também busca preservar a identidade cultural do São João e valorizar artistas locais e regionais. “Tudo isso foi um ganho muito legal porque já estavam descaracterizando o São João em muitos lugares, inclusive com música eletrônica. Agora, temos a oportunidade de viver um clima junino muito favorável. Quem ganha são os cofres públicos, os moradores e os artistas”, declarou.
O presidente da entidade e prefeito de Andaraí afirmou ainda que a limitação dos gastos representa um alívio para os cofres municipais. “Tenho absoluta certeza que vamos fazer o melhor São João da história da Bahia a um preço justo. Havia um abuso nos cachês cobrados”, disse. De acordo com ele, a economia gerada pela medida deve alcançar cifras milionárias em todo o estado.
Dados do Painel de Transparência dos Festejos Juninos do MP-BA apontam que, até o momento, as prefeituras baianas já informaram cerca de R$ 124 milhões em contratações artísticas para o São João deste ano. Segundo o Ministério Público, a adoção do teto já proporcionou uma economia próxima de R$ 10 milhões aos cofres públicos, valor que pode aumentar com a atualização das informações enviadas pelos municípios.
Folha do Sisal




COMENTÁRIOS