Brasil sofre, vira sobre o Japão e segue vivo na Copa com marca de Ancelotti
Seleção sai atrás, reage no segundo tempo e vence por 2 a 1 em jogo dramático que reforça a importância do técnico na condução do elenco
Casemiro comemora seu gol — Foto: Lucas Figureiredo/CBF O brasileiro gosta mesmo é disso. De Copa do Mundo em junho, de coração apertado, de camisa amarela na rua, de sofrimento até o fim e de grito de gol que sai meio engasgado, mas sai bonito. Foi assim nesta segunda-feira (29), quando o Brasil venceu o Japão por 2 a 1, de virada, em um jogo dramático, daqueles que parecem testar não apenas a qualidade de uma seleção, mas também a paciência e a fé de um povo inteiro.
O Japão saiu na frente e colocou o Brasil diante de um cenário perigoso. A Seleção errou, sofreu, demorou a se encontrar e viu o adversário crescer. Mas Copa também é isso: nem sempre se vence encantando, às vezes se vence resistindo, corrigindo rota e mostrando força emocional. No segundo tempo, o Brasil voltou diferente, mais ligado, mais intenso e mais disposto a buscar a classificação.
E aí entra um ponto que não pode passar despercebido: o trabalho de Carlo Ancelotti. O Brasil nunca foi unanimidade quando o assunto é treinador. Aqui, técnico é questionado antes, durante e depois do jogo. Mas, nesta vitória, uma boa parte dos brasileiros certamente vai reconhecer a participação direta de Ancelotti. Ele demonstrou conhecer o elenco, manteve Casemiro mesmo após erros, confiou na experiência do volante, que acabou marcando o gol de empate, e colocou Gabriel Martinelli, autor do gol da virada.
Foi uma vitória sofrida, mas também uma vitória de treinador. De leitura de jogo, de confiança nos jogadores e de coragem para mexer no momento certo. O Brasil avançou às oitavas de final não apenas pelo talento individual, que sempre carregou no peito, mas também por uma reação coletiva construída no intervalo e confirmada nos minutos finais.
A classificação veio com drama, mas pode ser importante para a evolução da Seleção na Copa. Jogos assim machucam, ensinam e fortalecem. O Brasil segue vivo, a torcida respira aliviada e a Copa continua com aquele tempero que só o futebol brasileiro sabe oferecer: sofrimento, emoção e esperança até o apito final.
Folha do Sisal
Rubenilson Nogueira




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