Erro em documentos impede família de Serrinha de sepultar idosa morta há mais de dois meses
Maria de Jesus morreu em junho, mas diferença no nome registrado nos documentos tem impedido a liberação do corpo para a família
Foto Reprodução Uma família do povoado de Cajueiro, na zona rural de Serrinha, enfrenta uma situação dolorosa há mais de dois meses para conseguir sepultar uma idosa de 89 anos. Maria de Jesus morreu no dia 26 de junho, no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, mas o corpo continua no necrotério da unidade por causa de uma divergência nos documentos.
Nos documentos pessoais, o nome da idosa aparece apenas como Maria de Jesus. Já na certidão de nascimento e na documentação dos filhos, ela está registrada como Maria Maximiliana Alves da Silva. A diferença tem dificultado o reconhecimento do vínculo familiar e, consequentemente, a liberação do corpo para o sepultamento.
“Eu já estou cansado de tanto andar para aquele hospital. A gente liga atrás de informação, eles não dão retorno, não informam nada para a gente”, desabafou José Luiz Alves da Silva, filho da idosa. Antes de ser transferida para Feira de Santana, Maria passou cerca de 30 dias internada no Hospital Municipal de Serrinha por problemas cardiorrespiratórios e pulmonares. Depois, ficou mais 15 dias no HGCA, onde morreu.
Na tentativa de resolver o impasse, os familiares reuniram documentos antigos, entre eles o registro de casamento da idosa. A Defensoria Pública da Bahia também entrou no caso e solicitou à Justiça, no dia 20 de agosto, a realização de um exame de DNA para comprovar o parentesco. Até o momento, o pedido ainda aguarda análise do Judiciário.
O que diz o hospital: Em nota, a direção do Hospital Geral Clériston Andrade informou que segue a legislação vigente e que o corpo permanecerá sob a guarda da unidade até que a documentação oficial exigida seja apresentada ou exista uma decisão judicial autorizando a entrega. Enquanto isso, a família continua aguardando uma solução para finalmente realizar o sepultamento de Maria.
Folha do Sisal




COMENTÁRIOS