Cantor de Teofilândia enfrenta nova rotina e fala sobre planos de seguir na música após acidente em Serrinha
Aos 25 anos, Robert Astro recebeu alta e conta como tem lidado com a recuperação, o apoio da família e a possibilidade de retomar a carreira
Foto Reprodução O cantor Robert Astro, de 25 anos, está em casa, em Teofilândia, após passar 11 dias internado em consequência do grave acidente sofrido em Serrinha, no dia 23 de agosto. O músico teve as duas pernas amputadas depois de ser prensado entre veículos e agora começa a lidar com uma nova rotina, enquanto pensa em como poderá continuar a carreira artística.
Em entrevista à TV Subaé, divulgada pelo g1, Robert falou sobre as dúvidas em relação ao retorno aos shows e à adaptação para subir ao palco. “Agora vão ser algumas coisas diferentes. Bate aquela dúvida de como é que eu vou me adaptar na sociedade. Por exemplo, a questão dos shows. Como é que vai ser fazer shows que não vão ser com minhas próprias pernas? Eu fico me perguntando como é que eu vou me comportar no palco”. Apesar das incertezas, ele afirma que continua com o sonho de viver da música e ajudar os pais.
A família e os amigos têm sido importantes nesse período. Ao deixar o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, Robert foi recebido com festa em Teofilândia. “Fortalece demais. Saber que eu não estou sozinho. Desde o primeiro dia que eu cheguei até hoje, sempre tem gente que vem aqui para a gente conversar”, afirmou. A música também tem servido como uma forma de enfrentar os momentos difíceis: “Quando eu estou triste, eu gosto de ouvir música. Se estou feliz, vou cantar. Ligo ali e fico cantando no meu quarto. Então é basicamente isso: terapia”.
A fé também aparece como um dos principais apoios do cantor durante a recuperação. “Eu acordo já agradecendo a Deus pela vida. Depois de tudo que aconteceu, o susto foi grande e, graças a Deus, eu estou vivo”. Robert sofreu o acidente depois de sair de um evento na Rua Araci, no bairro Cidade Nova, em Serrinha, onde faria uma participação no show de um amigo. Socorrido pelo Samu, ele foi levado inicialmente ao Hospital Municipal de Serrinha e depois transferido para Feira de Santana. A trajetória musical começou ainda na escola, por volta de 2019, e ganhou força após a pandemia, quando passou a investir profissionalmente nas apresentações e nas redes sociais.
Folha do Sisal




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