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Serrinha,03/02/2026

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Dona Budel completa 106 anos e se consolida como símbolo da memória e da cultura cigana no Território do Sisal

Moradora de Queimadas, ela é considerada a cigana mais antiga da região e guardiã de saberes transmitidos por gerações

Calila Notícias
Dona Budel completa 106 anos e se consolida como símbolo da memória e da cultura cigana no Território do Sisal Calila Notícias

O Território do Sisal abriga uma das mais longevas e respeitadas representantes da cultura cigana na Bahia. A cigana Derneval Maria da Costa Braga, conhecida popularmente como Dona Budel, completou 106 anos de vida no domingo (25), sendo reconhecida como um verdadeiro símbolo de memória, resistência e sabedoria em Queimadas, município onde reside há décadas.

Nascida em 25 de janeiro de 1920, na localidade que hoje corresponde ao município de Quijingue, também integrante do Território do Sisal, Dona Budel construiu uma trajetória marcada por coragem e resiliência. Sua história se confunde com a própria presença do povo cigano na região, preservada sobretudo pela tradição oral e pela convivência familiar, atravessando gerações.

Ao longo de mais de um século, Dona Budel testemunhou profundas transformações sociais e culturais no sertão baiano, mantendo vivos costumes, valores e modos de vida que fazem parte da identidade cigana. Por essa razão, ela é considerada a cigana mais antiga do Território do Sisal, sendo respeitada como uma verdadeira guardiã da memória ancestral da comunidade.


Um registro fotográfico recente chamou a atenção nas redes sociais ao mostrar Dona Budel ao lado de uma freira. Segundo explicou ao site Calila Notícias o vizinho Sérgio de Mainar, a religiosa, Irmã Anuarita, mora na Polônia e esteve no Brasil em dezembro. Durante passagem por Queimadas, ela foi apresentada à comunidade cigana local, incluindo Dona Budel, em um encontro marcado pelo respeito e pela troca cultural.





Aos 106 anos, Dona Budel segue cercada pelo carinho da família, da vizinhança e da comunidade, simbolizando dignidade, fé e resistência no sertão da Bahia. Sua trajetória reforça a importância de reconhecer, valorizar e preservar a memória das comunidades tradicionais, que fazem parte da identidade histórica e cultural do Território do Sisal.

Folha do Sisal




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